segunda-feira, 17 de maio de 2010

REPRESENTANDO UM PERCURSO

Já havia realizado em outros anos atividades usando a representação em maquete. Mas nenhuma trouxe tanta clareza a um assunto quanto este. E o grupo que não conseguiu representar a rua da escola, assim como as demais até chegar à casa do colega foi porque, neste grupo, apenas uma havia participado da visita a casa do coleguinha. Portanto não teve com quem compartilhar suas dúvidas e certezas, mas mesmo assim desenvolveram a idéia dentro do que observaram ao vir para a escola, como, também os trabalhos que estavam sendo realizados pelos outros grupos. Com isto pude constatar que ao observarmos o objeto em estudo, sendo este da realidade do aluno, torna-se, certamente um aprendizado muito significativo. Uma atividade extraclasse, com objetivos definidos e um roteiro, fornecem um grande auxilio pra a aprendizagem do aluno e também ao professor, pois se trata de uma prática do real, da experiência. Isso o professor/a não tem como saber, somente poderá prever. E com certeza em cada situação, mesmo oportunizando os mesmos objetivos, ele (professor) terá diferentes resultados. Cada um possui um estilo próprio de ver o objeto em estudo. Mas em grupo a interação favorece o conhecimento como foi o que percebi entre os grupos.Havia algumas preocupações quanto às ruas que tiveram que passar. “Deste lado tem a rua atrás da escola”. “Depois da parada tinha mais uma rua”. “Não eram duas”. “Não eram três”. “Pergunta para o Gabriel, ele sabe”. Neste momento o “professor” era o Gabriel. “Aqui tem uma árvore”. “Na casa do Gabriel, também tem uma árvore”, Qual é a tua árvore?”E desta maneira foram desenvolvendo a maquete do percurso que levava a casa do Gabriel, interagindo com os conhecimentos adquiridos de cada um deles. Tenho certeza que se meu objetivo fosse amplo, como por exemplo: Representar o que vimos durante a caminho da casa do Gabriel. As representações seriam as mais diversas. Pois, cada um teria uma observação de um ponto do caminho.Mas meu objetivo era conhecer o caminho que os levava da escola até a casa do coleguinha,o percurso, o trajeto, palavras novas que passaram a fazer parte do vocabulário dessas crianças em seu segundo ano na escola.
"Como realizar a leitura da palavra por meio da leitura do mundo? E como fazer a leitura do mundo por meio da leitura da palavra? Esse pode ser o desafio para pensar um aprendizado da alfabetização que seja significativo.Partindo do fato de que a gente lê o mundo ainda muito antes de ler a palavra... " "E aprender a representar o espaço é muito mais que simplesmente olhar um mapa, uma planta cartográfica.Saber como fazer a representação gráfica significa compreender que no percurso do processo da representação, ao se fazerem escolha, definem-se as distorções.As formas de projeção cartográficas e o lugar de onde se olha o espaço para representar não são neutros e nem aleatórios.Trazem consigo limitações e, muitas vezes, interesses, que importa manter ou esconder."Desenvolvendo uma leitura de mundo: A Geografia nos anos iniciais do ensino fundamental (Carlos de Souza Maia)

Um comentário:

  1. Bia, a escolha da geografia como [area eixo das atividades é muito feliz. Nessa idade, os alunos estão muito interessados nos fenômenos naturais, o que acontece no espaço Terra. Ela, tb é uma das áreas que mais oferece possibilidades de superar fronteiras, pois, por exemplo, da discusão da árvore do Gabriel e a do colega já temos uma porta natural para a botânica. Valeu!! Teu portfólio é um dos meus preferidos.
    Um abração
    Bea

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