Nestes três semestres, foram desenvolvidas várias atividades pelas demais interdisciplinas onde o foco principal era a realização de reflexões. Ao analisar os desafios que eram designados, principalmente na interdisciplina do seminário integrador percebi que naquele período esses desafios iam despertando em mim um novo conflito, pois colocavam minhas convicções em análise e muitas dúvidas iam surgindo,produzindo novas descobertas. Às vezes sentimos medo de enfrentar o desconhecido e por vezes até desistimos de prosseguir. Nestes eixos, IV, V e VI a observação, a investigação e a análise estavam muito presentes em cada atividade que era solicitada pelas interdisciplinas. E foram essas minhas maiores dificuldades, pois diante das dúvidas e incertezas, chegava a sentir vontade de desistir. Lembro que em outras vezes o que havia feito desistir de continuar o curso de graduação, como já mencionei em em outras postagens, foram às situações financeiras, mas neste curso o que me levava a querer desistir (analisado atualmente) era por estar descobrindo que apesar de ser uma professora comprometida com a educação ainda precisava rever meus conceitos. Isso, naquele período, não tinha esse posicionamento, esses sentimentos eram apresentados como situações difíceis de realizar em tempo predeterminado, ou por não saber manusear as ferramentas do PC. Muitos foram os momentos de dúvidas, e de certezas que eram questionadas e relacionadas com o que estava diante de minhas percepções. Naquele tempo não percebia o quanto essas realizações poderiam acrescentar o meu fazer pedagógico, pois como professora em atividade constante com alunos achava que tinha muita prática e que estava desenvolvendo muito bem minhas atividades. Sempre buscava o “Novo”, para desenvolver com meus alunos. Tinha consciência de que precisava uma especialização em minha área, mas não tinha clareza de que este conhecimento precisava ocorrer, muito mais, em minha visão como educadora. Esses eixos foram os mais importantes em minha aprendizagem, foram a fundamentação para minha aprendizagem significativa, pois aqui surgiram os conflitos entre o que tinha como convicção e o que eu estava aprendendo na prática, como aluna. Posso afirmar que minhas reflexões são mais desenvolvidas e bem mais conscistente se relacionadas as que desenvolvia lá no início. E “roubando” a fala de minhas coordenadoras Iris e Bea, na abertura do Eixo VI ,que naquele momento me passou sem este verdadeiro sentido, proponho: “ Assim, parecem oportunas as palavras de Madalena Freire, no livro "O Coordenador Pedagógico e o espaço da mudança".”
“Estar vivo é estar em conflito permanente, produzindo dúvidas, certezas, sempre questionáveis. Estar vivo é assumir a educação do sonho cotidiano. Para permanecer vivo, educando a paixão, desejos de vida e de morte, é preciso educar o medo e a coragem. Medo e coragem em ousar. Medo e coragem em assumir a solidão de ser diferente. Medo e coragem em romper com o velho. Medo e coragem em construir o novo".
http://tdeduc.zip.net/arch2009-01-25_2009-01-31.html
Aqui aprendi a educar o medo e a coragem, coragem de ousar. Assumir minhas dúvidas e certezas questionáveis e que levarei para minha sala de aula fazendo que meus alunos tenho uma aprendizagem significativa,questionando suas próprias certezas e dúvidas.

Fiquei pensando Bia quais seriam as questões que te mobilizaram a refletir sobre tua prática como professora e rever posturas. Podes nos contar um pouquinho? Bem, mas é possível observar que houve um crescimento e muita aprendizagem, pois hoje consegues olhar para trás de forma crítica, analisando e compreendendo o que se passava contigo naquele período, não é mesmo! Bjs, Maura - tutora do SI
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