segunda-feira, 21 de junho de 2010

MÚLTIPLAS LINGUAGENS

Neste estágio venho desafiando meus alunos a irem muito mais do que poderia imaginar que fossem.


Tenho buscado desenvolver as Múltiplas Linguagens, atividades em que os mesmos possam apresentar a sua interpretação dos fatos. Não com o meu “olhar”, mas com as próprias conclusões que encontraram.

Quando apresentei a obra Morro da Favela, de Tarsila do Amaral, para a releitura, estava ciente de que a minha posição ali era de mera expectadora. Teria que observar suas colocações, suas dúvidas, suas expressões. Deixá-los descobrirem, de seu jeito, as formas, as cores, as imagens. E como eles foram longe!!!! Observaram pequenos detalhes que não foram significantes para mim. mas que para eles foram muito importante. Também , quando requeri a interpretação da música “Casa” de Vinícius de Moraes,eles dialogaram sobre os fatos reais e imaginários que puderam lembrar ao cantar a melodia.

Estou reeducando minha forma de mestra condutora, para abrir passagem a uma mestra investigadora.

Tenho observado mais e informado menos, sendo uma cooperadora de suas descobertas e de suas investigações. “O que a criança é capaz de fazer hoje em cooperação, será capaz de fazer sozinha amanhã. Portanto o único tipo positivo de aprendizado é aquele que caminha à frente do desenvolvimento, servindo-lhe de guia” (Vygotsky, 1991, pag. 98)

É desenvolvendo a sensibilidade desses pequenos que poderei estimular as capacidades cognitivas. É, explorando os diversos tipos de inteligência, com diferentes atividades que contemplarei as áreas do conhecimento.Por que segundo Gardner (1995) quando uma pessoa parece mais inteligente que a outra, isso ocorre devido às diferentes oportunidades de estimulação e desenvolvimento dessas capacidades cognitivas, já que todos as detêm, igualmente, em condições potenciais.Tenho me proposto a estimular as diversas áreas,com debate acerca da letra de uma música, a leitura da localização espacial da rua onde o coleguinha mora,apresentação de teatro, trabalhos em grupos, musicalizar um poema, enfim venho oportunizando meus alunos a pensar por si só, sendo um indivíduo mais crítico e atuante em sua sociedade.

Fontes de buscas
Outras linguagens na escola. São Paulo: Cortez, 2000.
FARIA, Maria Alice. O jornal na sala de aula. São Paulo: Contexto, 1999.

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