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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

ONTEM E HOJE, OS MESMOS DESAFIOS

Vivenciei a alfabetização de adultos no ano de 1995, com uma turma que na realidade não era uma classe somente com adultos, pois a mesma era composta por alunos com idade que variava de 14 à 65 anos. Os mais jovens eram alunos com algumas deficiências físicas ou mentais, mas com boa conduta comportamental e os mais velhos eram adultos que apresentaram algumas dificuldades de aprendizagem no período em que cursaram o ensino regular e por isto desistiram, dando prioridade a constituição de família e/ou ao trabalho. Com isto, era uma turma muito heterogênea, tanto na idade quanto na aprendizagem. Naquela época era propiciado pela 28ª CRE curso de capacitação mensal que acontecia em lugares diferentes, com seminários e encontros com alunos de diversas localidades. Mesmo com este amparo, alfabetizá-los era um desafio, pois precisava planejar aulas que pudessem contemplar todas as expectativas existentes neste grupo de alunos. Portanto, vejo que este desafio não difere do que ainda existe nos dias atuais,como exemplificou Regina Hara em seu texto "Alfabetização de adultos: ainda um desafio". OBS: Irei buscar em meu acervo pessoal fotos desta turma para evidenciar esta minha postagem.

domingo, 13 de setembro de 2009

EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

Foi nesta modalidade de ensino que aprendi a trabalhar a interdisciplinaridade e as dificuldades de cada um.Pois na EJA,temos diferentes alunos,tanto na área cognitiva como na sócio afetiva.
Desenvolver uma pedagogia voltada para os alunos com uma experiência de vida,requer muito mais que prática.É necessário estar em constante busca da realidade que nos cerca para poder adequar esses alunos com condições de seguir no ensino regular.
Apesar de já ter trabalhado com essa modalidade de ensino não tinha informações sobre suas funções e as bases legais que fundamentam a EJA.Isso fez com que abraçasse essa modalidade com algumas idéias já formadas:são alunos com muitas dificuldades, seja no comportamento,na aprendizagem ou em outra qualquer, mas com dificuldades.Essas idéias já concebidas não deixaram que olhasse meu aluno como alguém buscando o seu direito de acesso a essa educação.